Bartender relata agressões e homofobia durante assalto em Balneário Camboriú: 'Achei que iriam me matar'

  • 12/04/2024
(Foto: Reprodução)
Homem disse que levou socos e chutes de dois criminosos. 'Falaram que eu era um viadinho de m*', relatou vítima. Bartender ferido e imagens de câmeras de segurança de suspeitos Arquivo pessoal/Polícia Militar O bartender Guilherme Machado, de 27 anos, foi assaltado, agredido e sofreu xingamentos homofóbicos de dois homens em Balneário Camboriú, no Litoral de Santa Catarina. A violência ocorreu pela manhã, no deck do Pontal Norte, considerado ponto turístico da cidade. Dias após o roubo, ele ainda segue com dor. Guilherme andava tranquilamente pela área do deck nas primeiras horas da manhã de sábado (6). A trajetória, porém, foi interrompida pelos criminosos, que anunciaram um assalto. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Além de roubarem os pertences dele, a dupla o agrediu com socos e chutes, xingou-o de "viadinho de m*" e o deixou à própria sorte com vários ferimentos, segundo relato da própria vítima (assista acima). O bartender, que ainda se recupera dos machucados, foi até a delegacia na quarta-feira (10) e fez o exame de corpo de delito na quinta (11). Bartender relata agressões e homofobia durante assalto em Balneário Camboriú Ele ainda sente dores. "Estou melhor, porém, quando me movimento, fico tonto e meu corpo ainda dói bastante. Ainda ando muito cansado e estou tomando medicamentos para dormir". Relato A vítima contou que as agressões ocorreram por volta das 7h20. “Estava caminhando para casa. Fui abordado por dois rapazes, que me informaram que era um assalto. Me levaram para uma das trilhas. Começaram a me deferir golpes de soco, de chutes, pontapés, enfim". Pertences de Guilherme também foram levados. “Roubaram meu fone, meu celular, levaram minha corrente" e ainda fizeram insultos homofóbicos. “Falaram que eu era um viadinho de m*, que a minha vida não valia nada. Me deixaram de joelho, me faziam repetir essas coisas". Guilherme passou ainda por mais agressões. "Teve um momento que eu achei realmente que eles iriam me matar, que foi o momento que eles pediram para eu desamarrar o cadarço dos tênis e eles me deixaram de joelho, colocaram o cadarço no meu pescoço", relatou. “Me amarraram, amarram as minhas mãos para trás, tiraram a minha bermuda, amarraram os meus pés. Amarraram a minha boca com a minha bermuda para eu ficar quieto. Em seguida, após deferirem mais alguns golpes, eles saíram. Por sorte eu consegui me desamarrar e consegui correr. Procurei o Corpo de Bombeiros, eles me deram os primeiros socorros, de limpar o sangue, de chamar a polícia", resumiu. A vítima também questionou o tempo que a Polícia Militar levou para chegar ao local. "Infelizmente a gente mora em uma cidade em que a criminalidade está crescendo, a gente não consegue ter uma ajuda tão consistente da polícia para isso. A polícia demorou mais de 30 minutos para chegar, mesmo sendo avisada pelos bombeiros, mais de 30 minutos. A única coisa que eles fizeram foi fazer o boletim de ocorrência, olhar as imagens, pedir para eu fazer o reconhecimento". Guilherme no sábado, após agressões durante assalto em Balneário Camboriú Guilherme Machado/Arquivo pessoal "Eu consegui o telefone de alguém da minha família para ligar para ir me buscar. Eu estava descalço, estava só de meia", disse. A vítima não conhecia os agressores anteriormente. Em nota, o 12º Batalhão da Polícia Militar, de Balneário Camboriú, disse que será aberta uma sindicância para apurar a demora no atendimento. Além disso, informou que "a Polícia Militar não faz condução de feridos. Inclusive o acionamento da PM foi feito pelo Corpo de Bombeiros. Se fosse caso de condução, eles mesmos poderiam ter acionado a ambulância no instante em que a vítima necessitasse de atendimento". De acordo com a PM, os dois assaltantes fugiram a pé do deck do Pontal Norte. Suspeitos de assaltar bartender em Balneário Camboriú Polícia Militar/Divulgação O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para ter mais informações sobre como está a investigação e não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. Pós-assalto Após o primeiro atendimento dos bombeiros, Guilherme procurou o hospital. “Vim para casa com um parente e aí nós fomos no [Hospital] Ruth Cardoso, onde eles fizeram um raio-x para ver se tinha quebrado alguma coisa. Mas, graças a Deus, não quebrou nada. Foi só o rosto que ficou deformado por conta de muitos chutes, muitos socos. Nas minhas costas, teve uma parte que ficou roxa também, devido a alguns chutes que eu levei". Bartender Guilherme Machado dois dias após assalto em Balneário Camboriú Reprodução/Redes sociais Ferido, Guilherme se recupera em casa. "Já estou melhor, estou cuidando dos ferimentos do rosto. Ainda o meu rosto está um pouco inchado, tem alguns coágulos nos meus olhos por conta dos socos. Ainda me sinto bastante cansado, dor de cabeça, dor nas costas, nas pernas. Mas já estou bem melhor do que eu estava no final de semana do ocorrido", disse ao g1. "Graças a Deus eu estou vivo. Isso para mim é o que mais importa, porque em vários momentos eu achei que eles iam me matar. Graças a Deus não tive nenhum ferimento mais grave, não quebrei nada, estou sob os cuidados da minha família". ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2024/04/12/bartender-agressoes-homofobia-assalto-balneario-camboriu-iriam-me-matar.ghtml


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